Blog de Acompanhantes

Música

Nada como uma música para relaxar! Depois de um dia fatídico, uma rede embalada ao som de MPB não tem preço, ainda mais se for acompanhado de muito carinho, e nessa do "vai e vem" a libido indo a mil e tudo se encerra com "sexozinho" quente e aconchegante. Isso seria incrível, e temos a música perfeita para esse momento, "Ana de Amsterdã", deixaremos o vídeo ao final dessa leitura. A seguir alguns detalhes sobre essa bela canção.

 

"Ana de Amsterdã" é uma composição de Chico Buarque em parceria com Ruy Guerra. Composta em 1973, ela faz parte da peça "Calabar: o Elogio da Traição", escrita por ambos os autores. O espetáculo foi censurado na época e liberado seis anos depois. Um trecho da música teve que ser alterado também por conta da censura e a palavra "sacana" foi substituída por "bacana".

 

A canção conta a saga de uma mulher que emigra para a Holanda com grandes sonhos, mas acaba se prostituindo para sobreviver. "Ana" seu nome de guerra é um nome comum entre as profissionais do sexo, e sua referência se faz a uma acompanhante super desejada e boa de cama. A música é cheia de metáforas, o que era muito comum durante a ditadura. Uma das metáforas mais instigante é o trecho "Sou Ana da brasa dos brutos na coxa", o que dava a entender o quanto excitante ela era, e "Que apaga charutos" uma alusão a fazer os homens gozarem. Já no refrão ele tenta deixar claro que "Ana" tem esperança de deixar a profissão, onde "Até amanhã, sou Ana". Nessa obra como em tantas outras, nosso poeta Chico, mostra com maestria a arte do sexo e para o que muitos ainda podem interpretar como o romantismo das acompanhantes.

 

Agora resta a você convidar uma de nossas acompanhantes para gozar ao som de Chico Buarque.

Segue o vídeo e a letra:

Ana de Amsterdam

Chico Buarque

 

Sou Ana do dique e das docas
Da compra, da venda, das trocas de pernas
Dos braços, das bocas, do lixo, dos bichos, das fichas
Sou Ana das loucas
Até amanhã
Sou Ana
Da cama, da cana, fulana, sacana
Sou Ana de Amsterdam

Eu cruzei um oceano
Na esperança de casar
Fiz mil bocas pra Solano
Fui beijada por Gaspar

Sou Ana de cabo a tenente
Sou Ana de toda patente, das Índias
Sou Ana do oriente, ocidente, acidente, gelada
Sou Ana, obrigada
Até amanhã, sou Ana
Do cabo, do raso, do rabo, dos ratos
Sou Ana de Amsterdam

Arrisquei muita braçada
Na esperança de outro mar
Hoje sou carta marcada
Hoje sou jogo de azar

Sou Ana de vinte minutos
Sou Ana da brasa dos brutos na coxa
Que apaga charutos
Sou Ana dos dentes rangendo
E dos olhos enxutos
Até amanhã, sou Ana
Das marcas, das macas, da vacas, das pratas
Sou Ana de Amsterdam

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